26/04
O que torna a minha viagem cara? Como viajar?

O que torna sua viagem mais cara? Como torná-la viável?

Quem nunca acompanhou as fotos de um amigo viajando por vários países e pensou: “Esse pessoa ganha o mesmo tanto que eu (ou até menos) e viaja o mundo inteiro e eu aqui...” A grande maioria de nós não é? Mas então, qual a grande mágica que essas pessoas fazem para fazer o que boa parte dos outros não conseguem?

A gestão da viagens e o conhecimento de todas as suas etapas é essencial para evitar gastos desnecessários, assim, se não for possível contratar uma agência de viagens ou um profissional para orientá-lo,  procure conversar com pessoas que já viajaram para lhes questionar sobre as suas maiores dificuldades e detalhes que - para o marinheiro de primeira viagem - passariam desapercebidos.

Vamos conversar aqui sobre alguns itens que classificamos como essenciais e alguns outros que podem vir a aparecer na sua viagem:

1.      Passagens aéreas – a oscilação de preços das companhias aéreas é algo já conhecido por todos, sabemos que comprar a passagem antecipadamente pode render a economia de uma quantia vultuosa, mas existem outras dicas.

A) Evite voar nos finais de semana e em horário comercial, especialmente entre às 7h e 8h.

B) A madrugada e o horário de almoço possuem os preços mais baixos (sim, o horário de almoço também).

C) Se o voo for internacional os melhores horários para viajar são entre 14h e 17h.

D) Os melhores dias para viajar ficam entre terça e quinta, mas o MELHOR é a quarta.

E) Quando for pesquisar use a madrugada ou aplicativos como skyscanner (Se cadastre para receber alertas)

ATENÇÃO: Fique de olho nos voos de última hora, por vezes as cias aéreas não conseguem completar as cadeiras e fazem promoção relâmpago.

 

É importante ainda conhecer os tipos de voos. Passagens non-stop, ou seja, sem parada, te levam diretamente ao seu destino e costumam ser mais caras (bem mais caras). Na passagem com voo layover há paradas entre a partida e o destino final. Costumam ser bem mais baratos. Sabe aquele voo que o sistema de milhas te oferece com umas 4 conexões? Então é esse.

 

Menos conhecido que esses dois e bem mais interessantes são os voos: STOPOVER, em que ocorre uma conexão VOLUNTÁRIA, ou seja, você pode incluir um destino no seu roteiro de viagem e não vai pagar a mais por isso. Exemplo: Comprei uma passagem pra Madrid, mas vou descer em Lisboa, ficar uns 3 dias e depois embarcar para o destino final. (Observação: Esse período para reembarque normalmente é delimitado pela cia aérea). 

 

2.      Hospedagem – Modalidade de hospedagem, localização e horário de entrada/saída são fatores que atuam diretamente no preço a ser pago pela hospedagem. Hoje existem muitas opções para além dos hotéis e pousadas como hostels ou albergues, airbnb e couchsurfing (rede social que conecta pessoas para hospedagem gratuita).

 

A localização em cidades que possuem uma boa malha de metrô pode até ser deixada um pouco de lado, mas nas demais não, pois o gasto com transporte certamente saíra mais caro que a diferença de diária. Outra dica é procurar por hotéis que possuem serviço de transfer gratuito ou com valores acessíveis. Normalmente eles possuem uma tabela de horário em que as vans ou ônibus estarão disponíveis. Também nos grandes hotéis de cidades turísticas há transporte para as principais atrações.

 

Outra coisa que é preciso observar é o horário de chegada no destino e o local da hospedagem. Via de regra os hotéis e pousadas possuem o check-in às 13h e o check-out às 12h. A diária não conta do horário que você chega, mas o tempo que você usufrui dentro desse intervalo. Então se você chega às 3h da manhã, usufruirá da diária que iniciou às 13h do dia anterior e terminará às 12h.

 

Alguns locais disponibilizam o que chamamos de early check-in, ou seja, um check-in antecipado, e o late check-out, ou seja, um check out postergado. Tornando esse período mais flexível.

 

3.      Alimentação – Hoje em dia as cias aéreas oferecem refeições como almoço e jantar apenas em voos mais longos. Via de regra é um biscoitinho com café, água, suco ou refrigerante. Então coloca na mochila algo pra comer.

 

Lembra que na bagagem de mão os produtos devem estar embalados e intactos. (Na embalagem original do fabricante e com a data de vencimento marcada). Na viagem aproveita o café da manhã do hotel, alguns disponibilizam iogurte pra levar ou achocolatados, joga na mochila e já vai servir de lanche antes do almoço. Cuidado: Alguns hotéis são mais baratos, porém não incluem café da manhã. Fica de olho.

 

Nada de restaurantes muito chiques – a não ser que você nem precise ler esse post né? – os chineses/japoneses sempre são a salvação porque dá pra se alimentar sem comer fast food e não é tão caro (Isso funciona pra todo lugar do mundo).

 

Esses são elementos básicos de toda viagem. Porém outros itens que devem ser levados em consideração: 1. Vestimenta. Esteja atento ao clima do local para onde se dirige, pois roupas à venda em locais turísticos tendem a estar muito acima do valor de mercado. 2. Lembrancinhas. Vale a pena mesmo levar? Se você quiser muito, se informe sobre quais os melhores pontos para adquirir esse tipo de objeto, mais uma vez, evite os centros turísticos. 3. Se você for para fora do país invista em um bom seguro de saúde, pois existe uma grande probabilidade de você precisar ir ao médico já que nas farmácias não se vende nem sequer anti-inflamatório sem receita. 4. Nada de usar frigobar abastecido pelo hotel. Chegou, tomou banho, vai logo no supermercado comprar água e quitutes.

 

Quer mais dicas? Diz pra gente se você gostou que vamos escrever mais sobre o mundo das viagens pra você (: