17/06
Retorno do Turismo

O “novo turismo”: cenário atual e pós pandemia 

O cenário ainda inconclusivo quanto ao término da pandemia deixa setores - como o de turismo - em contexto turvo e de muitas conjecturas. Não obstante o momento, as principais agências e órgãos do setor projetam algumas possibilidades quanto a retomada, dentre elas um retorno definitivo apenas em 2021 ou, sendo otimistas, no final de 2020. 

Por hora, há uma forte preocupação em viabilizar um progressivo retorno do turismo com reuniões e deliberações sobre protocolos rígidos de funcionamento com medidas sanitárias de proteção a colaboradores e turistas. 

Recentemente a Associação Brasileira de Agências e Viagens Corporativas – ABRACORP realizou uma live – disponível no Youtube - sobre normas sanitárias e o que os viajantes encontrariam em suas próximas viagens no “novo normal”. Dentre os convidados representantes de companhias aéreas, aeroportos e rede hoteleira. As empresas vem encarando com seriedade o presente momento, apresentando medidas e códigos de conduta, inclusive já implementados.

Nas companhias aéreas os procedimentos de compra de ticket e impressão de cartão de embarque, que antes poderiam ser realizados via totem com auxilio de funcionários da companhia, agora deverão ser feitos digitalmente. Não haverá contato no embarque e nem aglomeração para ingressar na aeronave, havendo marcação de assentos anteriormente. Algumas companhias como a Azul investiram em tapetes digitais evitando tumultos no embarque ou desembarque. Cabe ressaltar que os modernos filtros dos veículos aéreos são eficientes contra o Corona vírus. 

As principais medidas nos aeroportos são a suspensão dos buffets de restaurantes, além da disponibilização de álcool em gel e separação de acentos. Os hotéis variam em normas, porém, observa-se algum padrão quanto lavabo na antessala da recepção com sabão líquido e também álcool em gel, as placas de acrílico nos guichês de recepção, oferta de álcool em gel desde a entrada, salão e corredores, bem como, para a proteção dos colaboradores, a utilização de material de EPI como máscaras de acrílico e jalecos descartáveis ou facilmente laváveis. 

Há ainda, quanto aos hotéis, a preocupação com a lavagem do enxoval e utilização de temperaturas adequadas para total esterilização do vírus durante a lavagem e engomagem. O café da manhã deverá ser servido preferencialmente nos apartamentos e, havendo buffet, a proibição de aglomeração e esterilização de itens compartilhados ou a substituição por itens de uso descartável. 

Apesar das medidas citadas (que não são todas), o ramo turístico atualmente acolhe em maioria aqueles que realmente precisam se locomover, via de regra o corporativo, ou se isolar – público que surgiu durante a pandemia. A ocupação média dos hotéis gira na casa de 20%. Os prejuízos e danos ainda são incalculáveis.  A boa notícia é que os que conseguirem superar os desafios receberão em 2021 um forte impacto de retorno com turistas ávidos por viagens e menos concorrência. 

Nesse momento há uma corrida por dados e informações de potenciais clientes, haja vista que os escassos recursos de marketing deverão ser bem direcionados para atingir o objetivo principal: o viajante.  Alguns hotéis também tem realizados promoções para datas futuras, uma oportunidade para aqueles que não foram tão afetados economicamente durante a pandemia. Além disso a ABIH lançou uma campanha fazendo um apelo aos viajantes para que não cancelassem as viagens e sim remarcassem, uma forma de auxiliar os estabelecimentos e ajuda-los a diminuir o impacto em orçamento, visando a manutenção de funcionamento. 

Além disso, os estabelecimentos de hospedagem vêm buscando se fortalecer como classe em órgãos, como a Associação Brasileira da Industria de Hotéis - ABIH, blindando-se em uma atuação conjunta. Inclusive, conforme dados do mesmo órgão, 95% dos hotéis independentes estão fechados.  A máxima: “Juntos somos mais fortes” parece pertinente, inclusive para facilitar a reinvindicação de benefícios para manutenção de sua atuação.